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10 ações que vão mudar sua forma de viajar

Assim como tivemos que nos acostumar com medidas de segurança em aeroportos depois dos ataques terroristas de 11 de setembro, a pandemia da Covid-19 também deixará suas marcas de mudança no mercado. Então, aproveite, seja um turista protegido e confira 10 ações que vão mudar sua forma de viajar.

Na semana passada, eu escrevi sobre Os novos rumos do turismo e como a pandemia da Covid-19 antecipou a urgência de mudança do nosso comportamento enquanto turistas e profissionais de turismo. Hoje, venho contar sobre boas práticas que podem ser adotadas por todos os prestadores de serviço no mercado de turismo visando promover a retomada segura das atividades turísticas.

Como será viajar pelo Brasil?

No início deste mês foi lançado pelo Ministério do Turismo o Selo Turismo Responsável, a primeira etapa do Plano de Retomada do Turismo Brasileiro que tem como objetivo consolidar o país como um destino seguro e responsável. Todos os setores do turismo são contemplados nesse plano: meios de hospedagem, agências de viagem, transportadoras turísticas, organizadores de eventos, parques temáticos, acampamentos turísticos, restaurantes, bares e similares, locadoras de veículos, guias de turismo e outros. Estão habilitados a solicitar o selo todos aqueles que possuem certificado Cadastur, uma exigência bem legal que fortalece a regularização da atividade.

Selo turismo responsável

Para quem não sabe, o Cadastur é o cadastro dos prestadores de serviços turísticos, que tem o objetivo de reunir todos aqueles que estejam legalmente constituídos e em operação. Portanto, toda vez que você for comprar uma viagem certifique-se de que você está comprando em uma empresa que possui esse certificado, ok? E fuja daqueles que não têm esse registro.

O Selo Turismo Responsável foi dividido em cinco protocolos: básico, específico, essenciais e transversais, em caso de confirmação de covid-19 e meios de hospedagem.

Dentre as ações que devem ser adotadas destacam-se:
  • Garantia de lavagem e desinfecção das superfícies onde colaboradores e clientes circulam;
  • Limpeza frequente de superfícies e objetos de utilização comum (incluindo balcões, interruptores de luz, botões de elevadores, maçanetas e puxadores de armários, entre outros);
  • Disponibilização de álcool 70% em locais como entrada do estabelecimento, acesso aos elevadores, balcões de atendimento de uso frequente de clientes e colaboradores;
  • Manter distância entre as pessoas de ao menos 1,5 metro;
  • Reorganizar o ambiente de trabalho de modo a proporcionar esse distanciamento;
  • Disponibilizar nos lavatórios água, sabonete e toalhas descartáveis, além de lixeiras com acionamento sem uso das mãos;
  • Providenciar todos os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) dos colaboradores;
  • Evitar compartilhamento de objetos pessoais;
  • Capacitar todos os colaboradores quanto às práticas de prevenção da COVID-19;
  • Realizar treinamento com a equipe sobre as medidas preventivas.
O selo Turismo Responsável não é obrigatório.

Na minha opinião isso é uma falha nesse plano de retomada. Todos os estabelecimentos que possuem o Cadastur deveriam ser obrigados a seguir esses protocolos estabelecidos. No entanto, o Ministério do Turismo não tem condições de fiscalizar continuamente todos os credenciados e espera-se que quem não aderir ao selo sairá perdendo. Logo, é do interesse das empresas e dos profissionais garantir o ambiente seguro tendo seus clientes como fiscais dos cumprimentos das medidas. Então, fique de olho! Caso perceba alguma irregularidade, você poderá fazer uma denúncia no site que será lançado. Além disso, estamos perdendo a oportunidade de alinhar a retomada do turismo no Brasil de maneira mais consciente, envolvendo toda a cadeia. Seria importante o Ministério do Turismo assumir essa responsabilidade para si.

Está procurando alguma opção para viajar no curto prazo?

Por enquanto, o mais indicado tem sido viajar para curtas distâncias, estimulando o turismo regional. Que tal conhecer cidades próximas de onde você mora? O turismo ferroviário já retomou suas atividades, assim como a cada semana vemos mais voos decolando dos aeroportos. Em ambos, se você viajar, lembre-se que o uso de máscara durante todo o trajeto é obrigatório.

Já com relação aos hotéis, neste mês de junho um número bem expressivo de estabelecimentos anunciou a retomada das atividades, mesmo que com número reduzido de quartos disponíveis. Mas, é importante destacar que, se você já estiver procurando uma opção de resort all inclusive saiba que: 1-) você não encontrará serviço de buffet disponível e autosserviço, somente a la carte ou solicitando aos funcionários; 2-) ambientes fechados como bares pubs, baladinhas e similares não funcionarão e 3-) atividades ao ar livre serão priorizadas.

O que diz a Organização Mundial do Turismo (OMT) sobre a retomada das atividades turísticas?

No dia 28 de maio, a OMT lançou as Diretrizes Globais para a Retomada do Turismo. Diferente do Ministério do Turismo brasileiro, essas diretrizes contemplam o sentido mais amplo do turismo responsável, pois tem a sustentabilidade como uma prioridade. Isto porque, como disse no post Os novos rumos do turismo, a OMT defende que a sustentabilidade é um fator determinante para o setor de turismo emergir da crise instaurada pela pandemia da Covid-19.

Global Guidelines to Restart Tourism

Infelizmente, como expliquei acima, o Ministério do Turismo brasileiro não tomou o cuidado de considerar a sustentabilidade uma prioridade no nosso plano de retomada, embora essa questão seja defendida pela OMT há alguns anos. Sinal de que ainda temos muito o que melhorar em termos de qualificação e planejamento do turismo no Brasil.

De todo modo, as diretrizes foram definidas em conjunto com o Comitê Global de Crise do Turismo e visa amparar governos e instituições privadas a se recuperar dessa crise sem precedentes. Eu já trouxe esses dados aqui. Mas, é sempre bom lembrar que tanto a OMT quanto a WTTC estimam que as viagens internacionais em nível mundial podem sofrer uma queda de 60% a 80%, colocando em risco até 120 milhões de empregos e um prejuízo de aproximadamente 1 bilhão de dólares. Por isso, é fundamental o planejamento adequado da retomada do turismo para que isto ocorra de forma sustentável e produtiva.

Confira abaixo as prioridades norteadoras:
  • Promover liquidez e proteção de empregos;
  • Estimular a colaboração público-privado para uma reabertura segura;
  • Fazer a abertura responsável de fronteiras;
  • Coordenar protocolos e processos;
  • Agregar valor nos empregos por meio de novas tecnologias;
  • Estabelecer inovação e sustentabilidade como o novo normal.

As diretrizes foram divididas em oito eixos e todas foram baseadas em princípios comuns, dos quais destaco dois: viagem segura e entrosada para residentes, turistas e profissionais em total respeito às regulações de saúde; e não discriminação de viajantes.

Espero não estar sendo repetitiva. Eu estou esperançosa que a pandemia da Covid-19 antecipe de fato a mudança no mercado de turismo que já era urgente! Tantas cidades, países, empresas de turismo com prejuízos financeiros enormes, será que perceberam a “fórceps” que TODO turista tem valor? Seria utópico esperar que tenhamos uma redução do racismo no turismo também? Caso não tenha lido o que escrevi sobre esse assunto, vale a leitura.

Afinal, quais são as diretrizes definidas?

São 88 diretrizes ou orientações (como achar melhor) estabelecidas. A maioria expressiva estão relacionadas às questões sanitárias, algumas bem similares com as definidas no Selo Turismo Responsável. No entanto, dessas 88 eu selecionei 10 que são ótimas, criativas e bastante pertinentes para mudança do mercado. Vejam só:

10 ações que vão mudar sua forma de viajar

1-) Estimular o uso de tecnologia durante a viagem para promover segurança, entrosamento e pouco contato físico por meio de mecanismo touchless;
2-) Entregar kit higiene como brinde;
3-) Aprender mais sobre o viajante antes dele chegar para promover um serviço personalizado;
4-) Criar cargos de gerente de higiene e guardião de clientes;
5-) Incluir serviços de delivery ou take away nos hotéis para evitar concentração nos restaurantes;
6-) Para agências de viagem: desenvolver de nichos e produtos sustentáveis focados em natureza, áreas rurais e cultura;
7-) Para agências de viagem: introduzir storytelling para criar novas experiências turísticas;
😎 Para agências de viagem: promover novos destinos e experiências agregando valor e inspiração local por meio de parcerias com a indústria criativa;
9-) Promover eventos online com cobrança de taxa de inscrição, mas sem deixar de estimular o ingresso social gratuito;
10-) Implementar novas tecnologias como realidade aumentada ou virtual pelos parques temáticos para aprimorar a experiência dos visitantes antes, durante e depois da ida ao parque.

Para onde vamos?

O momento atual exige que nós, enquanto turistas ou profissionais do turismo, façamos esse questionamento praticamente existencial, não é mesmo? Na minha visão, as cartas estão na mesa. Basta termos a consciência de escolhê-las adequadamente para contribuirmos com desenvolvimento do turismo assumindo de fato o nosso papel.

Qual você escolheria? O grupo das cartas que indicam mudanças pouco disruptivas e, portanto, mais simples de serem colocadas em prática? Ou aquele que exige uma quebra de paradigma, o que torna mais desafiador, mas que pode transformar sua experiência de viagem? No final das contas, não há certo ou errado. Essa dicotomia não nos levará a lugar nenhum. O mais importante é lembrar e refletir que não depende só de nós, mas depende de nós.

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Olá! Meu nome é Alice Assad Wassall, eu sou consultora de sustentabilidade no turismo. Estou aqui para ajudar você a identificar o propósito da sua empresa e a adaptá-la a todas as tendências da sustentabilidade. 

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